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Janeiro Branco: comece o ano cuidando da sua saúde mental

A epidemia do coronavírus completou um ano desde os primeiros casos que apareceram na China, em dezembro de 2019. E desde então, fez uma revolução na vida de todos.

A preocupação com a saúde mental aumentou, pois muitas pessoas passaram por mudanças no estilo de vida de maneira profunda e muito rápida. Houve isolamento social, muitos perderam o emprego, renda ou entes queridos.

Por isso, este Janeiro Branco é tão importante de ser lembrado. Dados preliminares de uma pesquisa sobre saúde mental na pandemia feita pelo Ministério da Saúde apontam que 86% dos entrevistados apresentavam sinais de ansiedade, 45% de transtorno de estresse pós-traumático e 16% com formas mais graves de depressão. 


O que é normal e o que não é?

Tristeza, preocupação e medo são sentimentos normais da condição humana. A psicóloga e analista de Saúde do PASA Ana Lúcia Weinstein explica que tanto a ansiedade quanto a depressão são termos genéricos para denominar vários quadros de sofrimento emocional. Para afirmar que uma pessoa tem uma doença como a depressão e o transtorno de ansiedade, é necessário que ela passe por uma avaliação profissional onde se investigam os tipos, o tempo de duração e a intensidade dos sintomas, além do quanto eles estão atrapalhando o andamento normal da vida da pessoa.

Segundo Ana Lúcia, os sintomas mais comuns são:

Ansiedade
“Em geral, os transtornos de ansiedade se manifestam, através de sensação duradoura de medo, às vezes sem explicação, excesso de preocupação, inquietude, compulsão por comida, dores de cabeça e tensão muscular, dificuldade para dormir, pensamentos recorrentes e ‘nervosismo’, com suor intenso e frio, coração acelerado e mal-estar físico generalizado”.

Depressão
“A depressão afeta bastante o humor da pessoa e, às vezes, vem associada a outros quadros. Existem vários tipos, origens e graus de depressão. Tristeza intensa ou irritação prolongada são alguns dos sintomas. Dificuldade de realizar as atividades do dia a dia, se relacionar com as pessoas e com as coisas que acontecem também. Pode provocar muito sono ou o inverso - insônia - e desregular o apetite para mais ou menos. A pessoa pode ter pensamentos negativos persistentes sobre si, perda de energia e concentração.”


Por isso, é importante a auto-observação. Nem todos os tratamentos são a base de medicamentos, embora, em muitos casos, eles sejam necessários, muito eficientes e seguros. “O suporte de um psicólogo costuma ser de extrema importância para melhorar a qualidade de vida do paciente e tratar a causa do transtorno emocional”, salienta a analista de Saúde do PASA.


Vencendo a vergonha

Outro obstáculo é a vergonha de pedir ajuda. Ainda há muito preconceito quando se fala de doença mental ou sofrimento emocional. “A pessoa se sente como se fosse fraca ou incompetente. Mas isso dificulta muito o diagnóstico correto e a ajuda eficiente às pessoas que precisam de um suporte profissional, mesmo que temporário”, alerta a psicóloga.

Mas, se você ainda se sente desconfortável para procurar apoio, a Ana Lúcia orienta: “A pessoa não precisa contar para todo mundo que não está se sentindo bem ou que percebe que seus relacionamentos com as outras pessoas, com o trabalho ou estudo vão mal. Porém, quanto mais cedo ela busca ajuda com um médico de confiança ou um psicólogo, maior a chance dela se recuperar mais rápido e a tempo de não ter prejudicada sua vida como um todo. Então, a dica é se observar, respirar fundo, procurar um profissional e se abrir. Se for trazer mais confiança, peça que alguém muito querido lhe acompanhe nessa busca”.


A saúde é integral

O corpo e a mente fazem parte de um todo, que é o indivíduo. Portanto, a parte emocional e a física não andam separadas. “Além disso, somos influenciados por tudo que acontece ao nosso redor e pelas relações que construímos com as outras pessoas. A saúde é fruto de como tudo isso se harmoniza dentro da gente. Por exemplo, quando estamos com os hormônios desregulados ou temos um funcionamento ruim no cérebro, podemos ter problemas emocionais, como depressão. Da mesma forma, se a pessoa tem um problema que o preocupa, isso vai interferir na saúde física, dando insônia, dores crônicas e até doenças graves”, explica a psicóloga.


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